Presidente da CPI dos Combustíveis diz que existe uma forte cartelização sobre os postos de CG

Presidente da CPI dos Combustíveis diz que existe uma forte cartelização sobre os postos de CG

A dois dias da apresentação do relatório final da CPI dos Combustíveis, o presidente da Comissão e vereador Alexandre do Sindicato (PHS) não tem dúvida. Para ele, há a prática de cartel na venda de combustíveis em Campina Grande. O vereador informou, porém, que ainda não teve acesso ao documento final da Comissão, que está sendo elaborado pelo vereador (relator) Luciano Breno (PPL).

-Tenho minhas convicções de tudo o que nós apuramos nesse trabalho, que foi feito há mais de seis meses, de que em Campina Grande existe uma forte cartelização. Isso é comprovado não somente por mim, mas também pelo Ministério Público, que autuou meses atrás 42 postos por prática lesiva ao consumidor-, observou Alexandre, acrescentando que espera que o -relatório venha com essas informações-.

O documento final da Comissão será encaminhado para o Ministério Público, Receita Federal e para outros órgãos que fiscalizam a prática de cartel. Em setembro do ano passado o Ministério Público autuou 42 postos de combustíveis da cidade por alinhamento de preços. Os dados foram incluídos nas informações da CPI e devem ajudar os vereadores a fundamentarem o relatório final.

Sindicato dos postos de combustíveis questiona isenção

O presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Interior da Paraíba, Bruno Agra, assegura que não há a prática de cartel na comercialização de combustíveis na cidade. Ele também questionou a isenção da CPI ao longo dos últimos meses.

-A CPI não foi isenta. Nós temos um segmento que é fiscalizado pela Agência Nacional de Petróleo, pelo Ministério Público e por outros órgãos. E esses órgãos jamais constataram isso-, argumentou. -Nós não temos preços abusivos. O grande vilão são os tributos e a CPI não chegou a essa constatação-, completou Bruno Agra.

A CPI dos combustíveis foi aprovada no início de abril de 2019, mas só foi instaurada no fim de maio. De lá para cá os vereadores coletaram documentos e ouviram representantes de distribuidoras e de órgãos que fiscalizam o setor na cidade.

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