ONU: mundo precisará de US$ 10 bilhões para combater fome em mais de 80 países

ONU: mundo precisará de US$ 10 bilhões para combater fome em mais de 80 países

A África Subsaariana deve ser uma das áreas mais afetadas pela ameaça de fome em 2020. O alerta é do Programa Mundial de Alimentos, PMA, num relatório sobre focos globais, a serem observados, no primeiro semestre.

Para combater a fome em mais de 80 países, o PMA calcula que precisará de mais de US$ 10 bilhões para financiar todas as suas operações.

Documento chama a atenção para “a implosão da economia” no Zimbábue  que torna a situação cada vez mais precária.

Complexidade
A agência chama a atenção dos doadores para os milhões de pessoas que precisam de ajuda alimentar essencial em países como Zimbábue, Sudão do Sul, República Democrática do Congo e na área central da região do Sahel.

O Relatório Focos Globais 2020 alerta que os recursos e as capacidades do PMA e parceiros atingirão o limite devido à “grande dimensão e complexidade dos desafios na África e em outras regiões do mundo”.

Por isso, doadores de governos, do setor privado e do público em geral precisam aumentar a resposta humanitária para financiar a assistência essencial e apoiar o desenvolvimento desses países.

O diretor-executivo do PMA, David Beasley, destaca que a agência “ deve travar grandes e complexas batalhas humanitárias em várias frentes neste início de 2020”.

Abdulhaleem

Mais de dois terços das pessoas que passam fome, ou cerca de 34 milhões delas, vivem em países afetados por conflitos.

Miséria 

O representante citou a combinação de conflitos, da instabilidade e dos eventos climáticos extremos. Esta situação leva as pessoas a fugir de suas casas, campos agrícolas e locais de trabalho. Beasley destaca que o clima extremo aliado ao colapso econômico “deixa milhões à beira da miséria e fome”.

Em relação às necessidades das pessoas que passam fome, o documento chama a atenção para “a implosão da economia” no Zimbábue  que torna a situação cada vez mais precária.

No auge da estação de escassez, o número de zimbabueanos que passam fome atingiu o recorde em uma década. O PMA quer ajudar mais de 4 milhões de pessoas do país que podem sofrer o impacto de uma seca regional no primeiro semestre.

A diretora de emergências da agência, Margot Van der Velden, disse que o virar da página para 2020 acontece com novos desafios humanitários de grande escala que precisam ser abordados com “grande urgência”.

Agência destacou esforços em Moçambique para apoiar 1,9 milhão de pessoas que correm risco de passar fome no primeiro trimestre do próximo ano. Unicef/Karel Prinsloo

Agência destacou esforços em Moçambique para apoiar 1,9 milhão de pessoas que correm risco de passar fome no primeiro trimestre do próximo ano.

Moçambique

Em 2019, o PMA prestou socorro em larga escala para evitar a fome em situações como a do Iêmen, a de Moçambique pós-ciclone Idai, a de Burquina Fasso e outras.

A agência chama a atenção dos países para a rápida evolução da crise no Haiti com a agitação que afetou a economia na transição do ano. Os preços dos alimentos subiram cerca de 40% entre outubro de 2018 e outubro de 2019.

A agência destaca ainda uma pesquisa sobre insegurança alimentar revelando que 3,7 milhões de haitianos, ou um terço da população, precisam de assistência.

Para combater a fome em mais de 80 países, o PMA calcula que precisará de mais de US$ 10 bilhões para financiar todas as suas operações.Foto: Unicef/Saleh Baholis

Para combater a fome em mais de 80 países, o PMA calcula que precisará de mais de US$ 10 bilhões para financiar todas as suas operações.

Crise Econômica

No continente asiático, o destaque é o Afeganistão. O país tem 11 milhões de sob ameaça de fome devido à insegurança e à seca.  O número corresponde a um terço da população afegã.

A agência destaca, no entanto, que houve progressos no combate à fome no Iêmen. Os beneficiários da  assistência alimentar aumentaram 50%, de 8 milhões no início de 2018 para os atuais 12 milhões mensais.

O PMA prevê que em 2020 continue em estado de alerta para as crescentes demandas por alimentos no Iraque e no Líbano. A agitação civil e a crise econômica nesses países aumentam o número de vítimas da insegurança alimentar.

Leia mais no A África Subsaariana deve ser uma das áreas mais afetadas pela ameaça de fome em 2020. O alerta é do Programa Mundial de Alimentos, PMA, num relatório sobre focos globais, a serem observados, no primeiro semestre.

Para combater a fome em mais de 80 países, o PMA calcula que precisará de mais de US$ 10 bilhões para financiar todas as suas operações.

Documento chama a atenção para “a implosão da economia” no Zimbábue  que torna a situação cada vez mais precária.

Complexidade
A agência chama a atenção dos doadores para os milhões de pessoas que precisam de ajuda alimentar essencial em países como Zimbábue, Sudão do Sul, República Democrática do Congo e na área central da região do Sahel.

O Relatório Focos Globais 2020 alerta que os recursos e as capacidades do PMA e parceiros atingirão o limite devido à “grande dimensão e complexidade dos desafios na África e em outras regiões do mundo”.

Por isso, doadores de governos, do setor privado e do público em geral precisam aumentar a resposta humanitária para financiar a assistência essencial e apoiar o desenvolvimento desses países.

O diretor-executivo do PMA, David Beasley, destaca que a agência “ deve travar grandes e complexas batalhas humanitárias em várias frentes neste início de 2020”.

Abdulhaleem

Mais de dois terços das pessoas que passam fome, ou cerca de 34 milhões delas, vivem em países afetados por conflitos.

Miséria 

O representante citou a combinação de conflitos, da instabilidade e dos eventos climáticos extremos. Esta situação leva as pessoas a fugir de suas casas, campos agrícolas e locais de trabalho. Beasley destaca que o clima extremo aliado ao colapso econômico “deixa milhões à beira da miséria e fome”.

Em relação às necessidades das pessoas que passam fome, o documento chama a atenção para “a implosão da economia” no Zimbábue  que torna a situação cada vez mais precária.

No auge da estação de escassez, o número de zimbabueanos que passam fome atingiu o recorde em uma década. O PMA quer ajudar mais de 4 milhões de pessoas do país que podem sofrer o impacto de uma seca regional no primeiro semestre.

A diretora de emergências da agência, Margot Van der Velden, disse que o virar da página para 2020 acontece com novos desafios humanitários de grande escala que precisam ser abordados com “grande urgência”.

Agência destacou esforços em Moçambique para apoiar 1,9 milhão de pessoas que correm risco de passar fome no primeiro trimestre do próximo ano. Unicef/Karel Prinsloo

Agência destacou esforços em Moçambique para apoiar 1,9 milhão de pessoas que correm risco de passar fome no primeiro trimestre do próximo ano.

Moçambique

Em 2019, o PMA prestou socorro em larga escala para evitar a fome em situações como a do Iêmen, a de Moçambique pós-ciclone Idai, a de Burquina Fasso e outras.

A agência chama a atenção dos países para a rápida evolução da crise no Haiti com a agitação que afetou a economia na transição do ano. Os preços dos alimentos subiram cerca de 40% entre outubro de 2018 e outubro de 2019.

A agência destaca ainda uma pesquisa sobre insegurança alimentar revelando que 3,7 milhões de haitianos, ou um terço da população, precisam de assistência.

Para combater a fome em mais de 80 países, o PMA calcula que precisará de mais de US$ 10 bilhões para financiar todas as suas operações.Foto: Unicef/Saleh Baholis

Para combater a fome em mais de 80 países, o PMA calcula que precisará de mais de US$ 10 bilhões para financiar todas as suas operações.

Crise Econômica

No continente asiático, o destaque é o Afeganistão. O país tem 11 milhões de sob ameaça de fome devido à insegurança e à seca.  O número corresponde a um terço da população afegã.

A agência destaca, no entanto, que houve progressos no combate à fome no Iêmen. Os beneficiários da  assistência alimentar aumentaram 50%, de 8 milhões no início de 2018 para os atuais 12 milhões mensais.

O PMA prevê que em 2020 continue em estado de alerta para as crescentes demandas por alimentos no Iraque e no Líbano. A agitação civil e a crise econômica nesses países aumentam o número de vítimas da insegurança alimentar.

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