Na TV, Bolsonaro se solidariza pela primeira vez com vítimas da covid-19



O presidente Jair Bolsonaro se solidarizou pela primeira vez publicamente com familiares das vítimas do coronavírus em novo pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão nesta quarta-feira (08).



“Gostaria antes de mais nada de me solidarizar com as famílias que perderam seus entes queridos nessa guerra que estamos enfrentando”, disse.




Após uma semana de conflitos e incerteza sobre a permanência de Luiz Henrique Mandetta no Ministério da Saúde, o presidente disse que seu papel é ter um olhar amplo e que “todos os ministros tem que estar sintonizados comigo”.




Bolsonaro também afirmou que respeita a autonomia de governadores e prefeitos, mas que não foi consultado sobre amplitude das medidas tomadas e que as respostas não precisam ser sempre iguais.





O presidente insistiu no discurso de que o remédio não pode ser mais danoso que a doença, em referência ao impacto econômico sobre aqueles que perdem o sustento ao serem impedidos de circular, e mencionou o início da liberação do auxílio emergencial de 600 reais para trabalhadores autônomos.




Bolsonaro voltou a falar também sobre o uso da hidroxicloroquina para tratar a covid-19, logo em seus estágios iniciais. Ele citou como exemplo o diretor-geral do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês, Roberto Kalil Filho, que contraiu a doença e confirmou ter utilizado o medicamento.




Apesar de o tratamento ser promissor, até o momento não há evidências comprovadamente científicas de que ele é eficaz para todos os casos. A Organização Mundial da Saúde está liderando uma pesquisa em 12 países, incluindo o Brasil, para identificar as terapias mais indicadas para o novo coronavírus.





Segundo Bolsonaro, o Brasil receberá no sábado matéria-prima para fabricação do medicamento da Índia, em um acordo com o primeiro-ministro Narendra Modi.



Exame

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