Juíza aceita denúncia e torna Livânia e mais cinco réus na operação Calvário

Juíza aceita denúncia e torna Livânia e mais cinco réus na operação Calvário

A juíza da 5ª Vara Criminal de João Pessoa, Andréa Gonçalves Lopes Lins, aceitou a denúncia protocolada pelo Ministério Público da Paraíba contra a ex-secretária de Administração do Estado, Livânia Farias. Com isso, além dela, cinco outras pessoas viraram réus no bojo da operação Calvário. Os outros implicados são Elvis Rodrigues Farias, Leandro Nunes Azevedo, Daniel Gomes da Silva, Michelle Louzada Cardoso e Maria Aparecida de Oliveira. Deles, Livânia, Daniel e Michelle são os únicos presos atualmente. Leandro chegou a ser preso na segunda etapa da operação, mas foi solto a pedido do Ministério Público após acordo de colaboração premiada.

Os seis tornados réus pela Justiça são acusados de envolvimento em crimes de organização criminosa para a prática de corrupção passiva, lavagem de capitais e falsidade ideológica, entre outros. Houve também sequestro de um veículo BMW e uma casa em Sousa, que teria sido adquirida por meio do suposto pagamento de propina feito por dirigentes da Cruz Vermelha Brasileira filial Rio Grande do Sul. Livânia foi presa no dia 16 de março, ao desembarcar na Paraíba vinda de Minas Gerais. Um segundo mandado de prisão, este outro por causa da suposta caixa de dinheiro recebida por Leandro Nunes, no Rio, em agosto do ano passado, foi cumprido durante a audiência de custódia. Os dois mandados de prisão preventiva são cumpridas na 6ª Companhia da Polícia Militar, em Cabedelo.

Livânia foi presa durante a terceira fase da operação Calvário, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba. A ação investiga a suposta participação da ex-auxiliar do governo estadual em esquema de recebimento de propinas pagas pela Cruz Vermelha Brasileira filial Rio Grande do Sul. O esquema foi delatado pelo ex-assessor da Secretaria de Administração, Leandro Nunes Azevedo, preso na segunda fase da operação. O mandatário da Cruz Vermelha, Daniel Gomes, também foi preso na segunda etapa da operação e permanece detido no Rio de Janeiro.

Livânia é acusada do recebimento de propinas pagas por dirigentes da Cruz Vermelha Brasileira filial Rio Grande do Sul. A instituição, em conjunto com o Instituto de Psicologia Clínica, Educacional e Profissional (IPCEP), administrou recursos da ordem de R$ 1,1 bilhão entre 2011 e 2018. Elas são responsáveis pela gestão dos hospitais de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, Metropolitano Dom José Maria Pires e o Regional de Mamanguape.

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