Crise do coronavírus pode atingir folha de pagamento e obras na PB

Crise do coronavírus pode atingir folha de pagamento e obras na PB

As medidas econômicas e sociais anunciadas na semana passada pelo governador João Azevêdo (Cidadania) para minimizar as consequências da crise gerada pela pandemia do novo coronavírus, devem representar um impacto negativo -muito grande- para as finanças da Paraíba. A avaliação é do secretário da Fazenda do Estado, Marialvo Laureano.

Ao Portal MaisPB, Laureano afirmou que aguarda medidas de socorro do governo federal para diminuir o risco de atraso na folha de pagamento dos servidores públicos da Paraíba.

A principal fonte de receita do governo é o ICMS, que terá o seu pagamento por parte das empresas do Simples Nacional adiado por seis meses referente aos meses de abril, maio e junho.

-ICMS é consumo, o consumo está quase parado, o que não esta parado é alimentos, combustível e energia, estes dois últimos terão uma queda considerável. Vamos ter uma queda muito grande, estamos aguardando mais o que será feito do governo federal. Não temos dinheiro, quem tem ferramentas para conseguir recursos é a união-, declarou.

-As nossas receitas próprias representam 55 porcento da receita total. Nós temos a receita própria que vai ter um baque. Teremos um impacto negativo muito grande a partir de abril. Estamos aguardando outras medidas do governo federal paralelamente estamos quebrando todo nosso custeio, estamos priorizando Saúde, Segurança e o pagamento da folha. Nós vamos tentar continuar pagando a folha de pagamento em dia. Você pergunta: e no futuro? E em maio? Estamos aguardando outras medidas do governo federal. Mas não poderíamos ficar parados e não fazer nenhuma medida que pudesse beneficiar o cidadão e empresário paraibano-, continuou o secretário.

Na última quinta-feira (02), foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU), duas medidas provisórias que destinam mais 16 bilhões de reais aos Fundos de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM) até junho. O objetivo das MPs 938/2020 e 939/2020 é repor a forte queda na arrecadação desses fundos, devido à desaceleração econômica causada pela pandemia de coronavírus. Segundo Marialvo, a medida não resolverá o problema, mas -minimizará- o dano aos cofres dos estados.

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