Cervejaria mineira entrega à polícia vídeo de suposta sabotagem

Cervejaria mineira entrega à polícia vídeo de suposta sabotagem

No Portal PODER 360. Foto: Reprodução/Instagram


A cervejaria Backer entregou nessa 5ª feira (16.jan.2020) à Polícia Civil de Minas Gerais 1 vídeo que supostamente comprova que a empresa teria sido alvo de sabotagem. Detalhes sobre o vídeo não foram divulgados para não atrapalhar as investigações, informou a corporação.

A Backer, no entanto, disse que teve acesso e repassou imediatamente à Polícia Civil “1 vídeo cujo conteúdo pode estar relacionado com as investigações em curso”.

De acordo com o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), 21 lotes de 8 marcas da cerveja foram contaminados com monoetilenoglicol e dietilenoglicol. As marcas são: Belorizontina, Capixaba, Capitão Senra, Pele Vermelha, Fargo 46, Backer Pilsen, Brown e Backer D2.

Segundo a pasta, a Backer permanecerá fechada até que se tenha condições seguras de operação. Os produtos serão liberados somente para comercialização mediante análise e aprovação do Mapa.

Todos os produtos fabricados pela cervejaria Backer continuam sendo retirados do mercado, por recolhimento feito pela própria empresa e por ações de apreensão dos serviços de fiscalização.

A ingestão do dietilenoglicol pode provocar sintomas como náusea, vômito e dor abdominal, que evoluem para insuficiência renal e alterações neurológicas. A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais afirmou que 18 casos foram notificados por intoxicação pela substância. Há duas mortes confirmadas e duas sob investigação.

Nessa 5ª feira (16.jan), a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão em uma empresa distribuidora que fornece à Backer insumos usados na produção de cerveja. A distribuidora, cujo nome não foi divulgado, fica em Contagem, na região metropolitana da capital mineira.

No mesmo dia, duas pessoas prestaram depoimento nessa 5ª (16.jan) na 4ª Delegacia de Polícia, em Belo Horizonte, onde 1 inquérito policial foi instaurado para apurar a suposta contaminação das cervejas.

Em nota, a Backer diz que contribui com as autoridades sem restrições e reforça que é a principal interessada na apuração e elucidação dos fatos.

    Compartilhe: