Berg Lima será interrogado na Câmara Criminal do Tribunal de Justiça

Berg Lima será interrogado na Câmara Criminal do Tribunal de Justiça

Prefeito de Bayeux, Berg  Lima, será interrogado em audiência no Tribunal de Justiça marcada para o dia 20 de maio. A determinação é do desembargador João Benedito da Silva, relator da ação que pesa contra o gestor. Berg foi preso em julho de 2017 acusado de extorquir um empresário da cidade. Ele teria pedido uma compensação financeira para poder liberar o pagamento de dívidas antigas da prefeitura com o proprietário do restaurante Sal & Pedra Receptivo, João Paulino de Assis. A oitiva vai ocorrer às 14h30, na sala de sessões da Câmara Criminal.

No mesmo dia, será ouvido também Caio Cabral de Araújo, na condição de testemunha. Em despacho publicado nesta segunda-feira (22) no Diário da Justiça eletrônico do TJPB, o relator determina que o réu seja intimado na sede da Prefeitura Municipal de Bayeux, bem como os seus advogados e a Procuradoria-Geral de Justiça. Ele ainda habilitou o advogado Inácio Ramos de Queiroz Neto, ao mesmo tempo em que excluiu o nome do advogado Raoni Lacerda Vita. Em novembro de 2017, o Pleno do Tribunal de Justiça recebeu denúncia oferecida pelo Ministério Público estadual contra o gestor.

A quantia da suposta propina teria sido paga em três ocasiões distintas, nos meses de abril, junho e julho, nos valores de R$ 5 mil, R$ 3 mil e R$ 3,5 mil, respectivamente, totalizando R$ 11,5 mil. Os valores teriam sido entregues pessoalmente ao gestor municipal, como condição para que a Prefeitura pagasse parte da dívida que tinha para com a empresa.

Na época, Berg Lima foi preso em flagrante, em uma ação conjunta do Ministério Público, através do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Civil, após a divulgação de um vídeo. Em julho de 2017, foi determinado o afastamento cautelar do gestor. Ele só retornou ao cargo de prefeito em dezembro de 2018.

O Ministério Público solicitou, na denúncia, a perda do cargo de prefeito de Berg Lima, além do emprego, função ou mandato eletivo e fixação do valor mínimo de reparação por danos morais e materiais.

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