Adriano Galdino promete transparência e ponto eletrônico na Assembleia Legislativa

Adriano Galdino promete transparência e ponto eletrônico na Assembleia Legislativa

O presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (PSB), prometeu acabar com a farra dos servidores fantasmas na Casa. O parlamentar, eleito para comandar o Legislativo nos dois mandatos, prometeu instalar ponto eletrônico para o monitoramento dos servidores. Ele disse acreditar que isso fará com que as indicações de deputados para o preenchimento de cargos de assessor levem em conta o fato de que os contratados terão que comparecer ao trabalho. O gestor prometeu, também, reforçar a transparência dos dados públicos. “Até o final de fevereiro, todas as informações serão disponibilizadas no site, com dados sobre cada centavo gasto no Legislativo”, ressaltou o dirigente, numa atitude pouco comum na história do Poder, na Paraíba. As declarações foram dadas durante entrevista ao programa CBN João Pessoa.

O comum, historicamente, é que a Assembleia Legislativa seja vista como um cabide de empregos e espaço sem nenhuma transparência. Galdino promete mudar essa marca nos quatro anos em que vai comandar a Casa. O rigor em relação ao comparecimento ao trabalho é menor quando o assunto é a gazeta dos próprios deputados. É comum, na Casa, que as sessões sejam declaratórias por causa da ausência dos deputados. O presidente do Legislativo, no entanto, alega que as ausências ocorrem por que os parlamentares exercem outras funções. Ele cita o comparecimento a audiências com secretários e outras atividades dos deputados. Os casos, entretanto, causam desconfortos porque não há registros recentes de parlamentares que tiveram o ponto cortado por não terem comparecido às sessões.

Fiel a Ricardo

Durante a entrevista na CBN, o presidente da Assembleia Legislativa fez questão de defender o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB). O papel tem sido rejeitado por aliados de primeira hora do antigo inquilino do Palácio da Redenção. Desde que deixou o poder, o socialista é alvo de questionamentos por causa da atuação da Cruz Vermelha Brasileira filial Rio Grande do Sul na sua gestão. Na entrevista, ele disse que apesar das denúncias do Ministério Público, o que fica para a população é que o serviço melhorou no Hospital de Trauma. “Acabou-se aquele tempo da furadeira usada em cirurgia”, destacou.

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